Com o passar dos anos a forma de se alimentar, o cotidiano e os hábitos das pessoas tiveram grandes transformações, o que refletiu diretamente em nossos animais de estimação. Exemplos como o estresse do dia-a-dia, a falta de tempo para cuidados maiores, a busca por casas menores e a falta da interação social fizeram com que as pessoas buscassem, de forma consciente ou não, por um suporte emocional, sendo os animais de estimação com um papel importante neste cenário. Contudo, esta relação com os pets cresceu tanto a ponto humaniza-los, fazendo com que seus hábitos físicos e alimentares também mudassem
Atualmente, em sua grande maioria, os pets ocupam lugares importantes dentro da sociedade e do núcleo familiar, dormindo nos mesmo lugares e horários que seus tutores, se alimentando praticamente dos mesmos alimentos (além de rações) e se tornando sedentários assim como as pessoas. Em muitos casos, ainda, acabam sendo deixados sozinhos em casa na maior parte do tempo, aumentando o sedentarismo e a ansiedade.
Além disso, a humanização dos animais carrega aqueles
velhos ensinamentos das avós: “o(a) menino(a) está magro, deve estar passando
fome", "come mais, não comeu nada" ou "come muito pouco
deve estar doente". Na rotina da clínica veterinária é extremamente comum
nos depararmos com pessoas que acham que seus animais comem pouco e sentem
fome. Estas indagações a respeito da quantidade de alimentos ingeridos pelos pets
é um dos grandes motivos de sobrepeso.
As rações produzidas por empresas sérias e regulamentadas pelos órgãos de inspeção são produzidas para a manutenção básica da vida do animal de forma saudável, além de promover saciedade quando fornecida na quantidade recomendada para a raça, idade e tamanho. Desta forma, a ração não precisa de alimentos complementares. E como saber a quantidade? Na parte de trás do pacote da ração de preferência existe um quadro com a quantidade diária, que foi determinada por meio de estudos específicos.
"Quantas vezes posso dar comida para meu cão?"
Essa é uma pergunta bastante comum em consulta, o quantidade de vezes que o animal come o tutor que ira determinar.
Exemplo:
Se a quantidade diária para seu cão é 150g, então, estas 150g devem ser dividida pela quantidade de vezes de preferência, sendo recomendado no mínimo 2 vezes ao dia. Caso opte por fornecer 2 vezes ao dia, cada refeição deve ter 75g, se for 3 vezes cada refeição terá 50g e assim sucessivamente.
"Mas é muito pouco!"
Não! A quantidade já é estabelecida de acordo com estudos sobre a demanda que o animal necessita.
Vale ressaltar que o fornecimento exagerado de rações e/ou petiscos e sachês causam desequilíbrio no balanceamento da dieta do animal e a longo prazo pode causar obesidade. Além disso, aquele pãozinho, a borda da pizza, a bolacha, o arrozinho, entre outros alimentos que consumimos e damos para eles também causam esse desequilíbrio e o aumento do peso. Quando associado a falta de exercícios, há maior chances de obesidade e suas consequências como problemas hormonais e ortopédicos, além de prejudicar a qualidade de vida.
Assim, por mais que a intenção seja agradar e cuidar do seu pet dando alimentos que você gosta, não se esqueça que ele ainda continua sendo um animal com necessidades próprias. Alimente-o somente com ração e pratique exercícios físicos com ele, sendo benéfico para ambos.
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